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Política

12/03/2020 16:39

Candidata de Bolsonaro afirma que representará MT 'custe o que custar'

Candidata ao Senado apoiada pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), a tenente-coronel da Polícia Militar Rúbia Fernanda Diniz Robson Santos afirma que tem coragem para enfrentar tudo o que está por vir até o dia 26 de abril, data da eleição, inclusive a “velha política”. Afirma que fake news é “fichinha” para quem enfrenta bandido há 24 anos e cobra do deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) que não abandone a “missão” para a qual foi eleito pensando em disputar o pleito do próximo mês.

A policial afirma que vai representar Mato Grosso “custe o que custar”. “Muitos perguntaram 40 dias dá tempo? Eu não sei se 40 dias dá tempo, eu sei que eu tenho coragem suficiente para em 40 dias lutar para que isso aconteça. Tenho coragem suficiente para disputar tudo o que vier, inclusive a velha política”.

Coronel Fernanda, nome pelo qual será identificada durante a campanha e nas urnas eletrônicas, se filou ao Patriota na noite desta quarta-feira (11) durante a convenção do partido, realizada no Ginásio Verdinho, no CPA I, em Cuiabá. A Constituição Federal determina que militares só se filiem durante a convenção. Com a candidatura homologada, a coronel Fernanda vai se afastar da Polícia Militar, assim como o candidato a segundo suplente na chapa, tenente PM Luciano Esteves Corrêa. Caso vençam as eleições, os militares se aposentam. Caso percam, retornam à ativa.

Falando pela primeira vez com a imprensa, a tenente-coronel Fernanda revelou que recebeu o convite para disputar a eleição do próprio presidente Bolsonaro e, no primeiro momento, confessa que achou que se tratava de um trote.

A militar conta que recebeu uma mensagem no seu celular, às 7h20 da manhã, há cerca de um mês. A mensagem tinha um teor cristão e no final a pessoa perguntava se podia ligar para ela. A policial diz que perguntou quem era e recebeu a resposta que era o presidente Jair Bolsonaro.

“Ele me ligou, conversamos bastante tempo, fiquei muito emocionada, porque é uma missão muito grande, mas vindo dele tive a certeza que a minha capacidade vai além do que eu imaginava e eu vou cumprir a missão que ele me passou”.

Coronel Fernanda revela que depois desta ligação encontrou com o presidente “algumas” vezes em Brasília. A primeira vez foi na primeira quinzena de fevereiro. Diz que a sensação que teve foi de reconhecimento como profissional, como mãe, como cristã.

A candidata revelou que o presidente encomendou uma pesquisa que apontou o perfil de quem deveria ser o candidato que ele iria apoiar. “Pediu meu currículo, fez todo o levantamento de quem eu sou, onde estou, o que eu faço”.

Ela revela que em janeiro foi sondada para a disputa, mas que todo trabalho foi realizado “de forma discreta, silenciosa, para que nada saísse do que ele (Bolsonaro) planejou, principalmente para me proteger como mulher”.

“Desde sexta-feira, quando meu nome vazou, tenho sofrido muita represália. As pessoas não sabem como aconteceu, já inventaram várias histórias”       , disse a tenente-coronel, sem especificar que tipo de represália.

Questionada se está preparada para enfrentar a eleição, em época de fake news, sabendo que pode se deparar com situações muito difíceis, foi enfática ao responder que está pronta. “Tenho 24 anos de Polícia. Pior que um ataque de fake news é você enfrentar um bandido na rua 24 horas por dia. Pior que isso é ver uma mãe chorando pela perca de um filho. Pior que isso é ver o cidadão sendo roubado, furtado. Pior do que isso é ver como está nossa nação. Então, fake news para mim é fichinha”.

A oficial da PM destaca que entrou para a academia em 1996, se formou em 1998. “Fui para várias unidades estagiando. Fui para a extinta companhia feminina, onde só trabalhavam mulheres. Fui para o 3º Batalhão na pior fase, quando o policiamento era de Acorizal à BR-364. Enfrentei momento que mulheres não eram reconhecidas operacionalmente. Numa ocorrência falavam eu não vou obedecer essa mulher, e os militares falavam ela é minha comandante. Então, sempre trabalhei em operacional. Há 5 ou 6 anos fui promovida a oficial superior e fui exercer a função de coordenação, de planejamento, para execução do serviço de policiamento. Minha vida inteira foi trabalhar em prol da Polícia Militar. Minha maior ronda é ser representante da minha instituição, a Polícia Militar”

Rúbia Fernanda afirma que tem o apoio das associações de Oficiais, de Subtenentes, de Cabos e Soldados, dos Inativos e Pensionistas. Quanto ao comandante da PM, o coronel Assis, revelou que ainda não teve a oportunidade de conversar com ele, pois está de férias e deve chegar na próxima quarta-feira. “Vou me apresentar para ele. Como era uma situação que eu deveria manter em sigilo, ser discreta, não comuniquei ninguém sobre o convite de Bolsonaro. Muitas pessoas ficaram surpresas. Mas me manti em silêncio para que chegasse esse momento de glória. A campanha começa agora. Agora vou me apresentar para meus pares, para meus superiores, para meus subordinados, para a sociedade mato-grossense.

A candidata ao Senado afirma que sua área prioritária de atuação será a segurança pública, mas enfatiza que não deixará de trabalhar pelas outra. “Uma está ligada à outra. Sem educação não tem segurança. Sem saúde não tem segurança, sem infraestrutura não tem segurança”.

Assessoria

Coronel Fernanda

 


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