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Policial

Barbara Sá / RD News 03/01/2020 15:57

Dupla execução: famoso assaltante de bancos e empresário morrem alvejados

Famoso assaltante de banco e que já foi líder do “Novo Gangaço”, Lindomar Alves de Almeida, o "Nenezão", de 39 anos, foi executado na manhã desta sexta (3), na região central, de Nobres (a 146 km de Cuiabá). Nenezão já tinha passagem pela polícia, estava no regime semiaberto e usava tornozeleira eletrônica. Uma segunda pessoa que o acompanhava, um empresário identificado até o momento por Geraldo, ficou ferido e foi encaminhado ao hospital Laura de Vicuna, mas morreu a caminho.

De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, a guarnição estava em rondas pela avenida Getúlio Vargas, quando foi acionada por populares sobre o crime. Segundo testemunhas, a Hilux prata em que ele estava parou na pista. Neste momento, um carro branco enconstrou e dois homens encapuzados com arma longa efetuaram disparos contra Nenezão, que morreu na hora, e Geraldo.

No local foram encontrados dois cartuchos de calibre .12,, um intacto e outro deflagrado. A Politec foi acionada para realização dos trabalhos de perícia. A cena do crime foi devidamente isolada pela guarnição. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

 

 Novo Gangaço

Nenezão seria integrante de uma quadrilha especializada em assaltos a bancos e teria furtado várias agências no interior do Estado. A modalidade praticada pelo bando ficou conhecida como “Novo Cangaço” e aterrorizou populações de Paranatinga (a 375 Km de Cuiabá) e Rosário Oeste (a 129 Km de Cuiabá) em 2013.

Lindomar voltou para Mato Grosso no inicio de 2016. Ele estava preso  na presídio federal de Catanduvas (PR). É considerado um dos bandidos mais perigosos do país, dono de um verdadeiro império construído com dinheiro do crime organizado. Era procurado pela PF por roubos a bancos em 7 Estados: Pará, Bahia, Ceará, Sergipe, Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Nenezão cumpria pena por envolvimento em mais de 20 roubos a bancos.

Sua 1ª prisão se deu em novembro de 2012, em Feira de Santana (BA), numa ação conjunta da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) com a Polícia Civil baiana, na Operação Lampião.

Em agosto do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello invalidou uma condenação em segunda instância contra o criminoso Lindomar. Também determinou que um novo julgamento fosse feito pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

A decisão do ministro, de 13 de agosto, ocorreu porque o defensor público que representava o réu não foi intimado para o julgamento da 2ª Câmara Criminal do TJ. A decisão do tribunal havia transitado em julgado em 21 de agosto do ano passado. Lindomar havia sido condenado em processo que visou apurar um roubo ocorrido em 4 de agosto de 2009, em Paranatinga, em uma agência do Banco do Brasil.

Às 9h daquele dia, Lindomar e os comparsas Ademir Gois Oliveira, Gilberto Santana de Araújo (falecido) e outros cinco homens não identificados, com uso de arma de fogo e ameaças, roubaram malotes da agência e fizeram disparos em meio à rua São Francisco Xavier.

 

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