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Policial

Hiper Noticias / Luis Vinicius 29/10/2019 12:23

Suspeito de ter assassinado líder do CV na PCE, "Marreta" é colocado em isolamento

Após a morte do detento Paulo César dos Santos, o “Petróleo”, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) isolou o presidiário Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, desde o último domingo (27), na Penitenciária Central do Estado (PCE).

A medida, segundo a Sesp, serve para preservar a integridade física de Marreta. A cela, no entanto, não foi informada, por motivo de segurança.

Marreta é considerado um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CVMT) e foi preso junto com Petróleo na “Operação Assepsia”. A ação policial investigou os dois detentos, o antigo diretor da PCE, Revétrio Francisco da Costa, o então subdiretor Reginaldo Alves dos Santos e mais três policiais militares por tentaram colocar 88 celulares na unidade penitenciária.

Durante as investigações, alguns dos envolvidos relataram que a vítima repassava informações aos policiais sobre ações criminosas do Comando Vermelho em Mato Grosso. Em troca, "Petróleo" recebeu um freezer que seria realocado em sua cela. No entanto, o aparelho estava “recheado” de celulares. Os agentes públicos alegam que não sabiam que o refrigerador escondia os aparelhos telefônicos .

Na época, a informação de que "Petróleo" seria “X9” (termo usado para referir a delatores no mundo do crime) teria chegado aos líderes da organização criminosa. No entanto, ele teria negado a informação e o testemunho do faccionado foi “aceito” pela facção.

No entanto, na última sexta-feira (25), um dos réus no processo da Operação Assepsia prestou depoimento e relatou que "Petróleo" teria cooperado na apreensão de, pelo menos, 20 armas que estavam em posse do Comando Vermellho.

 Petróleo morreu no último domingo (26)

Dois dias depois, "Petróleo" apareceu enforcado em um lençol dentro de uma cela do Raio 5. Ele dividia a carceragem com o próprio Marreta e mais três detentos. A identificação de um deles está sendo apurada.

Trata-se de Baltazar Luz de Santana (que pode ter outro nome, Baltazar Leandro Pereira Neto), além de Pedro Paulo Ferreira Pinheiro e Sidney Bittencurt, conhecido por “Fuzil”.

No entanto, a polícia ainda não afirmou se "Petróleo" morreu a mando dos líderes da facção ou por desentendimento com um dos detentos. A investigação está sendo comandada pela delegada Eliane Moraes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 Até a publicação da matéria, nenhum dos presos havia sido responsabilizado pela morte de Petróleo.

 Enterro

O corpo de “Petróleo”, foi enterrado no Cemitério Municipal de Nortelândia (250 km de Cuiabá), na manhã desta segunda-feira.

O corpo de Petróleo chegou a cidade às 04h40 e o velório teve início aproximadamente às 5h. O funeral durou seis horas e o criminoso foi enterrado às 11h no Cemitério Municipal da cidade. A cerimônia fúnebre conta com participação de familiares e amigos.


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